Quarta temporada da websérie ‘Caminhos pela Equidade Racial’ aborda desafios e estratégias no combate ao racismo no trabalho e no ISP

Por: Fundação Tide Setubal| Notícias| 18/08/2025
Thumb da temporada 4 da websérie 'Caminhos pela Equidade Racial'. A imagem tem predominância da cor cinza e apresenta uma imagem em preto e branco da jornalista Adriana Couto à esquerda - a foto dela está à frente de uma esfera verde. Há, no canto superior direito, a mensagem 'Caminhos 2025' e, ao centro, a frase 'Desafios do tema equidade racial'. Finalmente, aparece abaixo, no canto inferior direito, o logo da Fundação Tide Setubal.

A quarta temporada da websérie Caminhos pela Equidade Racial, realizada pela Fundação Tide Setubal por meio da Plataforma Alas e desenvolvida pela Bonita Produções, chega com cinco episódios que mergulha em estratégias para enfrentar o racismo estrutural no mercado de trabalho e no investimento social privado (ISP).

A série, que conta com apresentação da jornalista Adriana Couto e consultoria de Vinicius Archanjo, da Humano Capital Consultoria, reúne especialistas, lideranças empresariais e representantes de organizações sociais para discutir como empresas, universidades, fundações e institutos podem agir coletivamente pela equidade racial.

A nova temporada estreia em contexto no qual 55,5% da população brasileira se autodeclara preta ou parda segundo dados do Censo 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Todavia, essa população ainda enfrenta barreiras históricas no acesso a oportunidades.

Ainda, outros levantamentos mostram mais dimensões nesse cenário quando se fala na desigualdade sociorracial no mercado de trabalho. Um levantamento do Infojobs (2022) revela, por exemplo, que 75% de profissionais negras e negros relatam o racismo como um dificultador de entrada no mercado de trabalho. Além disso, a edição 2023 da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) Contínua aponta que a taxa de desocupação é maior entre pessoas negras. A saber: 11,3% referia-se a pessoas pretas e 10,1% para pardas, contra 7,5% de brancas.

Uma websérie para inspirar ação

A websérie Caminhos pela Equidade Racial não se trata apenas um espaço de reflexão, mas um chamado à ação. Nesse sentido, a série alinha-se ao Programa Lideranças Negras e Oportunidades de Acesso da Fundação Tide Setubal. Esse programa de influência busca ampliar a presença de pessoas negras em espaços de decisão. Viviane Soranso, coordenadora do programa, reforça a importância da Plataforma Alas, criada para impulsionar trajetórias profissionais e educacionais de pessoas negras.

“A gente parte da ideia de elaborar um leque de compromissos pensando em políticas internas. Isso porque o comitê da Plataforma Alas entendeu que não basta apenas inserir pessoas negras nessas instituições. É importante que essas organizações pensem políticas internas para que essas pessoas permaneçam e permaneçam bem, que não sofram violência, discriminação ou racismo nesses espaços.”

Assista aos episódios da quarta temporada da websérie Caminhos pela Equidade Racial

Os cinco episódios da quarta temporada

Os cinco episódios da quarta temporada, que contam com participações de Viviane Soranso e de Vinicius Archanjo, abordam um eixo estratégico para a equidade racial no trabalho e na filantropia. Confira a seguir cada um dos temas e as suas respectivas abordagens:

Equidade Racial no Trabalho: direções a seguir

O primeiro episódio discute como empresas e organizações podem adotar políticas efetivas de diversidade. O diálogo conta com participações de Patrícia Kunrath Silva, coordenadora de conhecimento do Grupos de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), e Scarlett Rodrigues da Cunha, coordenadora de projeto do Instituto Ethos.

Conhecer para fazer: censo interno, diagnóstico e avaliação em prol de políticas organizacionais para equidade racial

O segundo episódio aborda o censo como ferramenta de diagnóstico para políticas de equidade. Participam do programa Mirene Rodrigues, gerente de Desenvolvimento Organizacional da Fundação Tide Setubal, e Daniel Bento, diretor do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT).

Contratação, estrutura organizacional e acolhimento : como qualificar o acesso da população negra ao mercado de trabalho?

O terceiro episódio debate como flexibilizar processos seletivos para incluir talentos negros. Natalia Paiva, diretora executiva da Mover, e Juliana Silva Lombardo, profissional responsável pela área de Gestão de Pessoas do Instituto Unibanco, falam de aspectos relacionados ao tema.

Ambiente seguro: enfrentamento ao racismo

O quarto episódio explora como criar espaços livres de discriminação. Alexandre Souza, gerente e líder de Supply em Logística da Leroy Merlin, e Thyago Corrêa, líder de Projetos na Fundação Roberto Marinho, destacam estratégias implementadas em ambas as organizações com foco nesse propósito.

Ser ou parecer antirracista? Comunicação e posicionamento público sobre equidade racial

O último capítulo destaca a comunicação como ferramenta estratégica. Fernanda Nobre, gerente de comunicação da Fundação Tide Setubal, e Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea, falam sobre a necessidade de a comunicação organizacional refletir o que organizações de fato colocam em prática para promoverem a equidade racial em suas estruturas e iniciativas.

Um convite ao pacto coletivo

A mensagem final da temporada está posta: a equidade racial só avança com colaboração. Como resume Viviane Soranso: “Se você quer ir rápido, vá sozinho. Se quer ir longe, vá em grupo. A Plataforma Alas quer transformar estruturas da sociedade brasileira, e sabemos que não podemos ir sozinhos.”

A quarta temporada da websérie Caminhos pela Equidade Racial está disponível no Enfrente, canal da Fundação Tide Setubal no YouTube. A produção tem como objetivo reforçar o compromisso com um futuro mais justo e inclusivo.

Por fim, acesse também a Plataforma Alas. Trata-se de iniciativa da Fundação Tide Setubal que visa funcionar como um pacto coletivo para acelerar a busca pela equidade racial nas posições de liderança. O projeto objetiva, então, apoiar a formação e preparação de lideranças negras com trajetória periférica, em momentos diferentes da vida, para chegarem a espaços de poder e de decisão.

Por Daniel Ciasca 

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