Investimento social corporativo atinge recorde histórico e amplia presença territorial, aponta BISC 2025
Por: GIFE| Notícias| 27/10/2025
Crédito: Pexels
O Investimento Social Corporativo (ISC) brasileiro atingiu um novo patamar em 2024. De acordo com a 18ª edição do Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC 2025), lançada pela Comunitas, o setor destinou R$ 6,2 bilhões a ações sociais, um crescimento de 19,4% em relação a 2023 e o maior valor da série histórica. O levantamento consolida dados da rede de apoiadores do programa e de fontes públicas, refletindo a expansão e a maturidade das práticas de investimento social no Brasil.
“Este recorde não dependeu apenas do subgrupo de empresas que possuem os maiores orçamentos para ISC. Os dados revelam que o desempenho de 2024 foi positivo em todos os portes de investimento, desde aquelas que investem até R$20 milhões/ano às que investem acima de R$150 milhões/ano”, detalha Patrícia Loyola, diretora de Investimento Social da Comunitas.
Outro aspecto relevante apontado pelo BISC 2025 é o fortalecimento do papel das empresas e institutos como financiadores de Organizações da Sociedade Civil (OSCs). Em 2024, 76% das empresas e 57% dos institutos e fundações da Rede BISC declararam atuar total ou majoritariamente sob essa perspectiva, confirmando uma tendência de crescimento em relação aos anos anteriores.
“No total, a Rede BISC apoiou mais de 8 mil organizações sociais via repasses diretos em 2024. Em valores, foi declarado repasse total de R$745 milhões às OSCs. Cada empresa da rede repassou, na mediana, R$5 milhões às OSCs. O comparativo em relação a 2023 mostra crescimento do volume de repasses e da proporção do ISC às OSCs”, informa Patrícia Loyola.
Entre os avanços também se destaca a ampliação da capilaridade territorial do investimento social corporativo. Pela primeira vez, o BISC produziu dados sobre a presença do ISC em municípios brasileiros, revelando que a Rede BISC atinge 75% das cidades do país.
“Um dos achados mais interessantes desses dados foi a identificação de pólos de investimento social em territórios além do eixo Sudeste e fora das principais capitais, como Caruaru (PE) e Serra (ES), com presença de 30% da Rede”, frisa Patrícia Loyola.
A diretora chama atenção para o fato de que, apesar dos avanços, o ISC ainda representa uma proporção modesta em relação ao lucro bruto das empresas, “o que sugere que [elas] ainda têm um caminho a percorrer para tornar a agenda social mais central em suas estratégias de negócio e trazer mais recursos à mesa”, finaliza.