O sonho que desperta: como o Programa Escolaí, realizado pela Fundação Otacílio Coser, transformou a vida de jovens de escolas públicas ao longo de 20 anos

Por: Fundação Otacilio Coser| Notícias| 08/12/2025

Nova campanha nas redes sociais apresenta dez histórias de transformação de estudantes de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo

Quando a estudante Mayra Gabrielly, de São Caetano do Sul (SP), chegou ao ensino médio na rede pública, a escola parecia um lugar de muros, com pouco diálogo, pouca troca, pouco sentimento de pertencimento. Como milhares de jovens moradores de periferias, ela cresceu ouvindo que precisava “se virar”, mas raramente encontrava espaços que a ajudassem a sonhar. 

Foi participando do Programa Escolaí, da Fundação Otacílio Coser, que Mayra vivenciou pela primeira vez a experiência de fazer parte de uma comunidade na escola. Enquanto realizava em grupo as atividades do programa, ela desenvolveu habilidades socioemocionais e encontrou coragem para trilhar seu próprio caminho no mundo do trabalho. Hoje trabalha como Jovem Aprendiz na área de ortopedia e se prepara para cursar Fisioterapia, o maior de seus sonhos.

Histórias como a de Mayra se repetem nas últimas duas décadas. Guilherme Oliveira, de Vitória (ES), por exemplo, sempre carregou a poesia como forma de interpretar o mundo, mas não sabia que isso poderia representar uma potência. No Escolaí, percebeu que sua escrita é instrumento de resistência, especialmente para um jovem negro que cresceu enfrentando estigmas e expectativas reduzidas. Já MC Jones, como é conhecido Júlio César, do Rio de Janeiro (RJ), hesitava em assumir sua identidade artística, mas teve incentivo do programa para transformar suas rimas em inspiração para outros jovens e também se prepara para ser desembargador no futuro.

São trajetórias diferentes, mas todas têm algo em comum. Cada um desses jovens encontrou no Programa Escolaí, realizado pela Fundação Otacílio Coser em parceria com empresas e secretarias estaduais e municipais de Educação, novos caminhos para visualizar seus sonhos e construir um futuro de oportunidades e realizações.

Ao longo de 20 anos, o programa se dedicou a despertar talentos e a fortalecer projetos de vida, especialmente em territórios marcados por desigualdades profundas. De 2019 a 2025, foram mais de 218 mil estudantes de 251 escolas públicas envolvidos em experiências que conectam cultura, identidade, vínculo escolar e mundo do trabalho.

Criado a partir da contribuição do professor Antônio Carlos Gomes da Costa, um dos idealizadores do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Programa Escolaí nasceu dentro de uma escola estadual em São Paulo e evoluiu até a atual metodologia, que envolve uma gincana interescolar colaborativa planejada, liderada e realizada pelos estudantes. 

“Cada estudante carrega um talento único”, afirma Cassiane Lanzoni, gerente de Programas da Fundação Otacílio Coser. “O Escolaí existe para que esse talento seja visto, valorizado e transformado em possibilidades reais”.

A celebração dessa trajetória de duas décadas foi marcada com o recente  lançamento da campanha digital “O sonho que desperta”, protagonizada por dez jovens participantes do Programa Escolaí. A partir de um site especial, é possível acessar vídeos com os depoimentos e um e-book com as histórias e a linha do tempo da iniciativa. A campanha está no ar no Instagram e no Linkedin da Fundação Otacílio Coser.

Acesse aqui o site da campanha.

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