Pesquisa destaca potencial do Brasil na luta contra a crise climática e ambiental

Por: GIFE| Notícias| 28/07/2025

Crédito: iStock

O Brasil é parte fundamental no enfrentamento da crise ambiental no mundo. É o que defende a pesquisa inédita “Soluções em clima e natureza do Brasil”, produzida pelo Arapyaú e Itaúsa. O estudo aponta que as características territoriais, de clima e a biodiversidade fazem com que o país seja “um celeiro de soluções”. Soluções essas que são apresentadas em quatro eixos estratégicos em que a atuação de empresas brasileiras têm se destacado: agricultura e pecuária; florestas; energia; e indústria e gestão de resíduos, sob a perspectiva da economia circular. 

A pouco mais de três meses da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), a pesquisa busca alavancar o papel do Brasil enquanto protagonista da pauta ambiental e reforçar as ferramentas resolutivas que possui, inclusive a partir de sua própria natureza. Perspectiva apontada por Lívia Pagotto, diretora institucional do Instituto Arapyaú. 

“Basicamente, é posicionar o Brasil como um país que tem soluções para os desafios e, obviamente, contribuir para o papel da presidência da COP30 em reforçar esse protagonismo”, reforçando que o país pode atrair mais investimentos e também emprestar tecnologias e soluções que foram desenvolvidas ao longo dos últimos anos.  

Soluções sustentáveis

A pesquisa apresenta diversas soluções de impacto positivo através dos eixos mapeados. A pecuária regenerativa é um ponto em ascensão, incorporando práticas como a combinação de diferentes espécies de pastagens, a integração entre lavoura, pecuária e floresta, e o uso de leguminosas que ajudam a restaurar a saúde do solo. 

Também se destacam estratégias voltadas à eficiência do rebanho, como o aprimoramento genético, o ajuste dos ciclos reprodutivos e a oferta de dietas que colaboram para a redução das emissões de metano, objetivo que tem sido alcançado, por exemplo, com a diminuição do tempo necessário para o abate.

No eixo “florestas”, o impulsionamento dos sumidouros de carbono através da recuperação de áreas devastadas surge como iniciativa promissora e que tem sido abraçada pelo setor empresarial. O estudo cita o novo Plano Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa (Planaveg), que foi aprovado em 2024, e visa restaurar 12 milhões de hectares até 2030.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Florestas (Ibef), árvores em estágio inicial de desenvolvimento possuem maior eficiência na captura de carbono atmosférico. Estima-se que, nos primeiros 20 anos após o plantio, aproximadamente sete mudas sejam capazes de absorver, em média, uma tonelada de CO₂. A pesquisa também destaca uma análise da McKinsey que projeta um potencial brasileiro de geração de valor agregado entre US$16 bilhões e US$26 bilhões por ano por meio de créditos de carbono florestal.

“Não acreditamos que a agenda climática vai ser mobilizada e movida sem a participação do setor privado, a gente sabe que boa parte, inclusive dos recursos para financiar uma transição justa para um mundo descarbonizado passa pela participação do setor privado. São recursos, tecnologias e formas também de movimentar agendas, de mudar comportamentos de padrões de consumo e de produção”, comenta Lívia Pagotto.

Observação compartilhada por Renata Piazzon e Marcelo Furtado, diretora-geral do Instituto Arapyaú e conselheira do GIVE,  e  head de sustentabilidade da Itaúsa e diretor-executivo do Instituto Itaúsa, respectivamente. Em texto escrito coletivamente para o relatório, ambos reforçam o papel decisivo da COP30 para  o Brasil e a importância do foco nas estratégias de financiamento para as soluções ambientais. 

“A filantropia tem um papel relevante a cumprir nessa transição econômica, ao testar modelos alternativos, assumir riscos e catalisar inovações. Mas, para ganhar escala, precisamos da capacidade financeira e de execução do setor privado, alinhados aos esforços e compromissos já declarados do setor público. Só assim será possível construir novos paradigmas positivos para o clima, a natureza e as pessoas.”Acesse o estudo completo aqui.

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