Plebiscito Popular mobiliza a sociedade em defesa de justiça fiscal e trabalhista
Por: GIFE| Notícias| 28/07/2025
Imagem: Pexels
Entre os meses de julho e setembro de 2025, o Brasil vive um movimento popular que tem a sociedade civil como uma das partes protagonistas na disputa por justiça social: o Plebiscito Popular. A consulta, organizada por organizações, movimentos sociais, sindicatos e partidos propõe que a população se manifeste sobre os seguintes pontos: o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial; e a necessidade de taxar os super-ricos, com isenção de imposto de renda para quem ganha até cinco mil reais por mês.
Para Teresa Ruas, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), a mobilização provocada pelo Plebiscito pode ser decisiva. “O lançamento do Plebiscito Popular 2025 acontece em um momento estratégico e urgente. Diante do avanço da extrema direita e das tentativas sistemáticas de enfraquecer as organizações populares e o campo progressista, o Plebiscito se apresenta como uma frente de resistência democrática à escalada conservadora e autoritária”, observa.
A iniciativa nasce em um movimento democrático, a partir da articulação de comitês populares espalhados por todo o país. São escolas, igrejas, sindicatos, praças, coletivos e associações que organizam urnas físicas e estimulam o voto online no site da campanha até o dia 07 de setembro.
O protagonismo das organizações da sociedade civil (OSCs) tem sido um dos motores centrais da campanha. Frentes como o próprio Inesc, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), a Central de Movimentos Populares (CMP), dentre outras, atuam não só na mobilização de votantes, mas também na formação política sobre os temas debatidos. Essa dimensão, aponta Teresa Ruas, torna o Plebiscito uma ferramenta estratégica e pedagógica de conscientização e construção coletiva de projeto de país.
“O Plebiscito (…) não se trata de uma mera consulta pontual, mas de um processo de formação e mobilização popular em torno de pautas inegociáveis, que confronta diretamente a desinformação e os interesses dos setores que se beneficiam da exclusão e das desigualdades sócio-econômicas”, conclui.