Manifesto Econômico da Marcha das Mulheres Negras cobra compromisso do setor privado com a reparação

Por: GIFE| Notícias| 13/10/2025

A Marcha das Mulheres Negras, em parceria com o Instituto NoFront, lançou o Manifesto Econômico da Marcha por Reparação e Bem Viver. O documento denuncia a dívida histórica do Estado, empresas e instituições com a população negra, a necessidade de políticas públicas reparatórias e apresenta sete eixos de propostas, elaboradas coletivamente por mais de 300 mulheres de todas as regiões do Brasil.

O manifesto propõe medidas como a criação de um fundo nacional de reparação econômica, a garantia de equidade salarial de raça e gênero, o acesso facilitado ao crédito, entre outras coisas. 

Em seu 6º eixo, elas conversam diretamente com o investimento privado, cobrando o reconhecimento de sua dívida histórica e compromissos concretos com a justiça racial. O documento propõe que empresas e instituições financeiras devem assumir publicamente essa dívida e transferir parte de seus lucros em investimentos diretos em projetos de mulheres negras. 

“É necessário direcionar compras privadas para negócios liderados por mulheres negras e ativar a filantropia para que esta transfira poder e recursos de longo prazo para as mãos de mulheres negras, rompendo com métricas coloniais”, afirma o texto, que defende ainda que o setor privado amplie a contratação de mulheres negras em todas as áreas, com salários dignos e ambientes de trabalho livres de racismo, oferecendo condições específicas para mães de crianças atípicas.

A Marcha das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, que será realizada no dia 25 de novembro, em Brasília (DF), se estrutura em comitês temáticos para aprofundar debates estratégicos de transformação social. O lançamento do Manifesto Econômico é mais um passo nessa trajetória, que tem entre seus objetivos refundar a economia a partir do Bem Viver e afirmar o compromisso com a reparação histórica.


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