Rede Comuá lança plataforma para fortalecer soluções locais no enfrentamento à crise climática

Por: GIFE| Notícias| 03/11/2025

Cidade Ocidental (GO), 20/07/2024 - Sandra Pereira Braga, liderança do Quilombo Mesquita, mostra produção de hortaliças em meio ao cerrado preservado. O Festival Latinidades promove, no Quilombo Mesquita, diálogos sobre as estratégias e tecnologias ancestrais dos povos e comunidades tradicionais para enfrentar desafios ambientais e sociais. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Já está disponível a Plataforma Comuá pelo Clima: apoio a soluções locais para catalisar novos futuros. Lançada pela Rede Comuá como parte da programação do Mês da Filantropia que Transforma, ela reúne histórias e experiências de grupos e comunidades de diferentes regiões do país que estão criando respostas concretas à crise climática. 

A iniciativa destaca como comunidades politicamente minorizadas e de diferentes biomas, têm desenvolvido estratégias de adaptação e mitigação às mudanças do clima, muitas baseadas em saberes tradicionais e práticas de cuidado com o território.

As experiências reunidas na plataforma revelam o protagonismo da sociedade civil no enfrentamento aos desafios ambientais. Na Bahia, por exemplo, mulheres e jovens atuam na recuperação da Mata Atlântica, enquanto agricultores familiares protegem a Caatinga e o Cerrado com práticas agroecológicas. No Tocantins, mulheres Apinajé coordenam brigadas comunitárias de controle do fogo. No Amazonas, coletivos de mulheres indígenas unem tradição e sustentabilidade para proteger espécies essenciais ao fazer cerâmico e fortalecer a autonomia feminina.

Outras experiências vêm do Piauí, Minas Gerais, Mato Grosso, litoral norte de São Paulo, Rio de Janeiro e semiárido pernambucano. Mais do que reunir histórias, o objetivo é inspirar o campo da filantropia e do financiamento climático a reconhecer e apoiar as soluções gestadas nos territórios

“Populações tradicionais, indígenas, quilombolas, pessoas LGBTQIAPN+, mulheres, agricultoras e agricultores têm soluções para enfrentar os efeitos adversos do clima em seus territórios, informadas por saberes, muitas vezes ancestrais, que devem ser reconhecidos e apoiados para a transformação local, ao mesmo tempo em que contribuem para o quadro global do clima”, afirmou Jonathas Azevedo, diretor executivo da Rede Comuá, durante o lançamento. 


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